No coração da zona leste de São Paulo, um restaurante pequeno tem se destacado: bandeira do Pará pintada no muro, bandeiras dos clubes de futebol Remo e Paysandu nas paredes e um tipiti, instrumento típico usado na produção de farinha de mandioca, exposto como símbolo de identidade.
História e Tradição
O Restaurante Paraense em Itaquera é o cenário do sétimo episódio do Cozinha das Quebradas, uma produção do Canal UOL e de Nossa. Desta vez, Thiago Simpatia conta a história da família Gomes que trouxe o Pará para São Paulo através do sabor.
O empreendimento nasceu durante a pandemia, quando a necessidade apertou e René, o irmão Lucas e a mãe Niramil, decidiram transformar a saudade em negócio.
“A gente olhou primeiro pra nós, pra nossa família, e viu o que a gente podia fazer. E a gente se juntou pra fazer o tradicional paraense mesmo, que é uma coisa que sempre sentimos falta aqui, né? Tanto dos ingredientes quanto dos pratos. Então a gente uniu o útil ao agradável num momento de dificuldade”, conta René.
Ingredientes Direto de Belém
Grande parte dos insumos chega diretamente de Belém, enviada por familiares. “A gente até tem aqui em São Paulo alguns ingredientes, só que o sabor é melhor comprado lá em Belém mesmo, então a gente faz esse esforço para pegar de lá”, explica René.
“A gente sempre tenta priorizar o modo tradicional e a qualidade da comida”, diz Lucas.
Público Diversificado
O público é formado por paraenses, amazonenses, maranhenses, acreanos, amapaenses e muitos paulistanos curiosos, em suma guiados pela música “Voando pro Pará” de Joelma. “O pessoal que não conhece vem por curiosidade, acaba vindo porque a Joelma tocou uma música do Tacacá, ficou muito famoso e o pessoal fica ‘o que é tacacá’, conta Lucas.
Pratos Típicos
Estrela da casa, o tacacá, é descrito por Lucas como “um caldo típico do Pará, feito da mandioca, aí tem o camarãozinho lá também do Pará, o Jambu que dá uma tremedeira na boca (uma planta que dá uma leve dormência na boca, uma sensação diferente) e a goma”.
Thiago Simpatia, estreante nos sabores do Norte, pergunta qual prato deveria experimentar primeiro. Niramil responde na hora: maniçoba. Ela explica que o prato lembra uma feijoada, mas feito com a folha da maniva brava moída e cozida por sete dias.
“Pode morrer né, falam. [Mas] eu acho que isso daí é brincadeira, porque desde que eu me entendo falam isso e ninguém morreu de maniçoba”, brinca ela.
Cardápio Variado
No cardápio, o restaurante serve opções de peixes nativos da região norte como o pirarucu por R$45, o filhote paraense por R$55, dourada por R$65 e pescada por R$40, todos acompanhados de guarnições.
Entre os pratos clássicos, maniçoba e arroz paraense custam R$40 cada; o vatapá (uma mistura batida de camarão, farinha de trigo, leite de coco e temperos regionais) aparece em versões de R$40 e R$55; o vataçoba (prato que combina vatapá e maniçoba) sai por R$50; o pato no tucupi por R$50; o frango no tucupi por R$40 e o tacaranguêjo (versão do tacacá com caranguejo) por R$45. O tacacá e o açaí servido como na região do norte, saem por R$30 cada.
Visite o Restaurante Paraense
Restaurante Paraense
Onde: R. Italina, 540 – Itaquera, São Paulo – SP, 08290-705
Funcionamento: de quinta a domingo, das 12h às 22h
Instagram: @restauranteparaenseitaquera
Fonte: https://www.uol.com.br/nossa/noticias/redacao/2025/12/09/restaurante-paraense-resgata-sabores-do-norte-na-zona-leste-de-sp.htm
